segunda-feira, abril 10, 2006

Memórias...

perola

"-Pai, pai! Já sei porque há a seca!!
-Então porquê filho?
-Porque as núvens estão entupidas, não é pai?
- Se calhar é isso, filho..."

Se calhar entupimos as núvens todas com a vida que levamos, penso eu

Noite escura, estamos a passear.
está uma noite de verão quente, pouco habitual por aqui...
"-Está quente... Não sopra uma brisa...
deve estar bandeira verde nas praias todas de Nafarros, não é pai?

praias de nafarros... faz sentido, penso eu..

Estávamos à pesca na Praia Grande, Domingo de manhã e ...nada de peixe.
"-Pai, não desistas pai. Quando nós não desistimos, ganhamos sempre, não é pai? Eu apanho uns peixes ali nas poças.
-É isso mesmo, filho. Não desisto!
Mas sabes são quase horas de almoço e temos que ir para casa."


Nota mental...Temos que ser persistentes e corajosos.


Da minha janela... Foi um bom fim de semana.

Post original de 6 de Setembro de 2006.

Tenho a minha vida aqui, neste blog e naquele outro do sapo.
É um diário meu, mais do que vosso, embora seja público.
Todos estes momentos são a minha vida.
São registos do momento, que me enternece voltar a ler, de vez em quando.

8 Comments:

Blogger Teresa Queiroz said...

É assim....o percurso das palavras...

4:02 da manhã, abril 10, 2006   Edit
Blogger Shakyblond said...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
eu era feliz, e ninguém estava morto.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
eu tinha a grande saúde de não perceber nada.
No tempo,...não é nada disto. Isto é Fernando Pessoa.

O q queria era contar uma história:
No tempo em que me contavam histórias, e eu acreditava nelas, havia uma que gostava particularmente: "A raposa das sete cores" e pedia vezes sem conta à minha mãe que ma contasse. Às vezes,ela fugia do q era costume, e eu corrigi-a" não é assim, mamã".
Anos passados, claro que foi das que contava ao meu filho, quando ele já percebia o sentido das palavras.
Se conhecem a história, saberão, que numa floresta onde todos os animais viviam em paz e solidariedade, um dia cairam várias latas de tinta em cima da raposa, pintando-a de sete cores diferentes.
Desde aí, passou a infernizar a vida dos outros animais, que não a reconhecendo, a temiam.
Até ao dia em que caiu ao rio, as tintas desapareceram, os outros animais perceberam quem ela era, e expulsaram-na da floresta.
Quando a história chegava ao fim, eu repetia, sentidamente: " Bem feita"
A primeira vez que a contei ao meu filho, quando acabei, ele olhou-me com os seus olhos azuis que parecem dois pedaços de céu, e disse-me:"Mom, de que marca era a tinta? Era bom sabermos, porque não devia ser de boa qualidade".

PS: Solicita-se ao Azenhas a leitura do comentário do dia anterior.

8:05 da manhã, abril 10, 2006   Edit
Anonymous Anónimo said...

Ao ler este texto, caro «Azenhas», recordei um outro verso, da autoria de Ibn Mucane, poeta árabe-sintrense, que diz assim:

«Se és homem decidido
precisas de um moinho
que trabalhe com as nuvens
sem dependeres de regatos»

Boa semana
Rui Vasco
Sete Cores

12:07 da tarde, abril 10, 2006   Edit
Blogger {-Sutra-} said...

Saudade e melancoia pelos tempos idos :-)
Palavras de emoção e eu gostei de ler e conhecer.

E conheço as Azenhas, ali por aquela imagem do cabeçalho. Quando lá passei, umas 2 ou 3 vezes, achei curiosa a disposição das casas. :-)
É a tua terra?

Bj doce

3:43 da tarde, abril 10, 2006   Edit
Blogger Tita - Uma mulher, Um blog, algumas palavras said...

Emocionante....mais uma vez as tuas palavras emocionaram e trouxeram ao mesmo tempo um sorriso. Obrigada P

E essa recuperação como vai?

3:49 da tarde, abril 10, 2006   Edit
Blogger anjoedemonio said...

"azenhas do mar", nem sabes como gosto de andar por aí. Encanta-me mesmo!:)

4:52 da tarde, abril 10, 2006   Edit
Blogger Mocho Falante said...

olha e ainda bem que partilhas porque sabe bem ler as tuas palavras


abraços

11:22 da tarde, abril 10, 2006   Edit
Blogger nunomgl said...

6 de Setembro de 2005! Não foi Pedro?!

10:10 da tarde, abril 11, 2006   Edit

Enviar um comentário

<< Home